O Duelódromo

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O amigo Mario Cardoso, fonte inesgotável de informações bizarras, me envia link para uma notícia fascinante: Homens se matam em “duelo de faroeste” no México (dois sujeitos beberam demais, discutiram, resolveram acertar as diferenças num duelo e mataram um ao outro).

Comentando a notícia com o Mario, chegamos à conclusão de que atitudes assim deveriam ser incentivadas no Brasil. Ora, bêbados discutindo em bares é o que mais se vê pelo país. E quase sempre as discussões terminam de forma trágica. Mas no caso do México, os dois imbecis morreram de forma rápida e simples, sem maiores problemas.

Os governos deveriam criar áreas reservadas na cidade para esses duelos ou mesmo suicídios – poderiam ser chamados de ‘Duelódromos’. Já que a pessoa vai encher a cara, falar um monte de besteira e arrumar confusão com outros, que o faça numa região própria para isso. E para atrair ‘clientes’, haveria um boteco aberto 24h com cachaça grátis. Na verdade, para se entrar nessa área a posse de arma e embriaguez seriam obrigatórios. Quer arrumar confusão e provar que é valente? Veio ao lugar certo.

Poderia haver um agradável restaurante no local, com janelas panorâmicas e vidros à prova de bala, para quem quisesse assistir aos espetáculos enquanto almoça com a família.

Para os solitários que não conseguem encontrar alguém com quem duelar – ou que apenas desejam se matar sem a necessidade do embate, estaria à disposição um fosso de 20 metros de profundidade com crocodilos no fundo. Se o sujeito não morrer na queda, os crocodilos se encarregam de terminar o serviço. Muito melhor do que se jogar de um viaduto e atrapalhar o trânsito ou subir numa torre de energia e causar um blecaute no bairro.

Com isso, os bares da cidade seriam freqüentados apenas por pessoas que desejam curtir um happy hour tranqüilo, enquanto aqueles que fazem do copo a sua fonte de bravura teriam o ‘Duelódromo’ à disposição. Para economizar o dinheiro do contribuinte com caixões, flores, velórios, enterros, etc., os perdedores seriam cremados imediatamente após os duelos (ou serviriam de alimento para os crocodilos em dias de poucos suicídios).

Enfim, fica a sugestão desse ‘parque temático’ para algum político ou mesmo para um empresário que deseje explorar um nicho de mercado único. O retorno, imagino, é garantido.

Seguir Emilio Calil:
Empresário, Palestrante e Escritor. ⚡ Fundador do Marketing de Transformação, que emprega técnicas de autoconhecimento e coerência para elevar o espírito de pessoas e empresas.
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